Pré-projeto

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Por
Adriano Pasqualotti

A proposta para o doutorado

O interesse deste pré-projeto é desenvolver o doutorado na linha de pesquisa “Ambientes Informatizados de Ensino-Aprendizagem”. O título poderia ser “Diagnóstico institucional: experimentação de ambiente virtual para a melhoria da qualidade de vida”. O termo “diagnóstico” é fundamental, pois pretende-se, por meio de técnicas estatísticas, avaliar a qualidade de vida das pessoas da terceira idade que utilizam um ambiente de ensino-aprendizagem na internet. Para isso, três etapas deverão ser desenvolvidas: a) propor um modelo para o ambiente; b) implementar o ambiente; c) realizar a avaliação de desempenho.

A hipótese é que o ensino-aprendizagem não ocorre, mesmo com professores considerados ótimos ou com metodologias ditas inovadoras, se não se levar em conta a qualidade de vida dos sujeitos envolvidos, no caso pessoas da terceira idade, bem como as interações entre essas pessoas no ambiente, pois isso resulta em troca de valores morais. Acredito que a qualidade de vida e as interações entre os sujeitos envolvidos são fatores importantes que interferem no processo educacional.

Na educação formal (presencial), a qualidade de vida de um aluno pode ser facilmente medida. Para isso, basta o professor ter um referencial teórico, o qual indique o que é uma “boa” ou uma “péssima” qualidade de vida, para que ele possa mensurar o quanto a qualidade de vida desse aluno está afetando o seu desenvolvimento cognitivo. Obviamente, isso não é tão simples quando se trata de ambientes informatizados de ensino-aprendizagem. Como fazer para medir a qualidade de vida em um ambiente na internet? Como mensurar as interações entre os sujeitos, fato importante no processo educacional?

O objetivo da tese é identificar de que forma e com que intensidade um ambiente de Educação à Distância (EAD) pode propiciar uma melhor qualidade de vida para as pessoas da terceira idade. Para isso, propõe-se um ambiente de ensino-aprendizagem na Web. Como problema da pesquisa, busca-se verificar se o ambiente de ensino-aprendizagem proposto para a educação permanente, tendo como mídia a internet, possibilita uma melhor qualidade de vida para as pessoas da terceira idade, se comparado com um grupo que não teve acesso a esse ambiente.

Como mecanismo de verificação da melhoria da qualidade de vida serão utilizados questionários, os quais identificarão os domínios e as facetas representativas da qualidade de vida das pessoas da terceira idade. A análise dos dados da utilização do ambiente poderá indicar quais atitudes pessoais e de condutas facilitadoras no cuidado da saúde física, emocional e ambiental deverão ser desenvolvidas para propiciar uma melhor qualidade de vida para as pessoas da terceira idade.

Problemática

O processo de educação das pessoas da terceira idade (TI), quando jovens, dava-se de uma forma autoritária, disciplinar, seqüencial e direcionada. Esses fatores eram, com certeza, naquela época, estressantes e limitavam as dimensões técnica, interpessoal e ambiental, comprometendo a satisfação de suas necessidades humanas básicas. Contudo, não há uma avaliação criteriosa que permita verificar se os ambientes de ensino-aprendizagem propostos hoje na EAD para a formação continuada do idoso possibilitam uma melhor qualidade de vida. Dessa constatação nasceu o problema que se propõe investigar: Um ambiente de EAD para a educação permanente, tendo como mídia a internet, possibilita uma melhor qualidade de vida para as pessoas da TI?

 Justificativa

A preocupação com a qualidade de vida e da educação permanente das pessoas da TI tem levado os centros de extensão das universidades brasileiras a desenvolverem programas voltados especificamente para esse segmento de idade. Contudo, poucos mecanismos são utilizados para verificar a abrangência e a aceitação desses programas, principalmente no que diz respeito à melhoria da qualidade de vida.

A expressão “qualidade de vida” tem sido empregada com múltiplos significados; na área da saúde, a tendência é considerá-la como um reflexo das condições de saúde e seu impacto sobre a capacidade do indivíduo de viver plenamente. No âmbito pedagógico, constata-se a existência de espaços para avanços conceituais que transcendam os referenciais de qualidade da educação permanente, incorporando à prática pedagógica a possibilidade de qualificar dimensões relativas à saúde física, emocional, espiritual, ambiental e à experiência de um convívio social fundamentado em crenças pessoais e valores condizentes com uma aprendizagem emancipatória, promotora da cidadania e da ética.

A formação continuada, ao acessar os componentes de cada domínio, permite melhorar a qualidade de vida das pessoas da TI por ter reflexos diretos no seu relacionamento interpessoal e nas suas aspirações e expectativas. Para implantar ações que possam propiciar essa qualidade, é necessário um embasamento em dados observáveis e quantificáveis, que permitam subsidiar programas de melhoria dos padrões de saúde, educação, trabalho e auto-estima.

A análise dos dados da utilização do ambiente de ensino-aprendizagem na Web poderá indicar quais atitudes pessoais e de condutas facilitadoras no cuidado da saúde física, emocional e ambiental deverão ser desenvolvidas para propiciar uma melhor qualidade de vida às pessoas da TI. Para isso, serão levadas em conta as interações entre os sujeitos no ambiente.

A educação para saúde e qualidade de vida na velhice é questão emergente na atualidade, até porque a própria demografia está a exigi-lo. Trata-se do ver, julgar e agir no que diz respeito às questões gerontológicas. Por outro lado, o ambiente de rede, no mundo de hoje, constitui-se numa ferramenta quase que indispensável em termos de educação. Com esse intuito, propõe-se desenvolver um ambiente de EAD, o qual possa atender aos diferentes domínios que interferem na qualidade de vida do idoso. É necessário conhecer o escore atual para dimensionar essa qualidade. A partir dessa avaliação será possível estabelecer as facetas que necessitam de maior atenção por parte dos profissionais de geriatria e gerontologia.

Objetivos

Objetivo geral

Estudar as possibilidades de uso de ambientes informatizados de ensino-aprendizagem para pessoas da TI na melhoria da qualidade de vida.

Objetivos específicos

a)  Desenvolver alternativas de aprendizagem, de interação entre usuários, de produção e organização de conhecimento, de resolução de problemas e de desenvolvimento da linguagem verbal-escrita para pessoas da TI, utilizando tecnologias da internet.

b)  Elaborar um protótipo de um ambiente informatizado de ensino-aprendizagem para o uso na educação permanente para as pessoas da TI.

c)  Identificar os domínios e as facetas representativas da qualidade de vida das pessoas da TI por meio de um questionário baseado em instrumentos elaborados pela Organização Mundial da Saúde.

d)  Analisar os resultados obtidos com o uso do ambiente.

e)  Comparar a qualidade de vida das pessoas da TI que utilizaram o ambiente de educação permanente com um grupo controle que não o utilizou.

f)  Detectar necessidades de aprendizagem acerca de problemas de saúde comuns na velhice, manifestados pelas pessoas da TI que utilizaram o ambiente de EAD.

Revisão de literatura

A sociedade enfrenta hoje uma crise de paradigmas a qual exige cada vez mais novos modelos educacionais, econômicos, sociais e políticos. Em meio a essa realidade encontram-se as pessoas da TI, essas  consideradas pessoas “atrasadas”, porque são vistas como incapazes de acompanhar tais mudanças.

A sociedade transformou-se, basicamente, em uma sociedade de consumo, onde a experimentação e o descarte de vários objetos impregnaram o modo de viver, o qual foi transferido para as pessoas mais idosas, influenciando diretamente em sua qualidade de vida. Nesse sentido, questiona-se: como é possível auxiliar e mediar a melhoria da qualidade de vida, através da construção do conhecimento em ambientes de EAD, para as pessoas que estão na TI? Sabe-se que essas pessoas construíram conhecimentos diferentes dos conteúdos formais ensinados na escola, mas estes não são menos significativos. Ao contrário, esses conhecimentos apreendidos durante a vida são um caminho para a construção dos novos conhecimentos utilizando a mídia internet (RODRIGUES, 2000).

O constructo da qualidade de vida foi empregado pela primeira vez em 1964, nos Estados Unidos, pelo presidente Lyndon Johnson, ao declarar que os objetivos não podem ser medidos por meio do balanço dos bancos, mas pela qualidade de vida que proporcionam às pessoas. O caráter multidimensional da qualidade de vida também foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual conceituou “qualidade de vida” como a percepção do indivíduo - de sua posição na vida, no contexto da cultura e no sistema de valores nos quais vive - em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. A OMS estruturou um instrumento para a mensuração da qualidade de vida fundamentado em seis domínios: domínio físico e psicológico, meio ambiente, nível de independência, relações sociais e crenças pessoais. Cada um desses domínios desdobra-se em facetas, medindo cada uma delas um aspecto específico relacionado ao domínio que a compõe (OMS, 1998). Entretanto, em ambientes de educação na internet, não há estudos que permitam inferir se a qualidade de vida das pessoas idosas tem sido negativamente influenciada por estresse e ansiedade decorrentes de atividades desenvolvidas para a sua educação permanente.

A partir dessas constatações, pretende-se mensurar os domínios que afetam o viver diário do idoso durante a realização de um curso na Web para a sua formação continuada, para que se possa propor e implantar ações de melhoria de sua qualidade de vida.

No contexto das políticas públicas brasileiras voltadas para a educação, somente a partir da entrada em vigor da lei n.º 9.394 (BRASIL, 1996), a EAD passou a ser encarada como modalidade aplicável ao sistema educacional brasileiro, deixando de ser um simples campo dedicado aos projetos experimentais ou a paliativos emergenciais em determinadas situações, como no caso do atendimento às demandas educativas de jovens e adultos excluídos do acesso e permanência na escola regular na idade própria.

Segundo o olhar sociológico, a EAD é educação concebida da mesma forma que o ensino regular, sendo direito preliminar de cidadania, dever prioritário do Estado, política pública básica e obrigatória para ação de qualquer nível de governo. Logo, deve ser considerada na educação no mesmo contexto histórico, político e social em que se realiza como prática social de natureza cultural (FERREIRA, 2000).

Ferreira (2000) afirma ainda que do ponto de vista pedagógico, a EAD deve ser encarada como um instrumento de qualificação que traz uma fundamental contribuição ao processo pedagógico e ao serviço educacional. Para confirmar essa afirmação, deve-se analisar seu potencial de utilização na capacitação e atualização dos profissionais da educação e na formação e especialização em novas ocupações e profissões. Nesses dois campos educacionais, a EAD teve um crescimento significativo nos níveis médio e superior de ensino. Além disso, a EAD, por suas próprias características, constitui-se em canal privilegiado de interação com as manifestações do desenvolvimento científico e tecnológico no campo das comunicações. É preciso, porém, muita clareza sobre as condições de ter a EAD como alternativa de democratização da educação permanente, pois, questões educacionais não se resolvem pela simples aplicação técnica e burocrática de um sofisticado sistema de comunicação.

Ainda segundo Ferreira (2000), do ponto de vista social, a EAD, como qualquer modalidade de educação, precisa realizar-se como uma prática social significativa e conseqüente em relação aos princípios filosóficos de qualquer projeto pedagógico: a busca da autonomia, o respeito à liberdade e à razão. A EAD é um sistema tecnológico de comunicação bidirecional, que substitui o contato pessoal professor/aluno, como meio preferencial de ensino, pela ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo apoio de uma organização e tutoria, que possibilitam a aprendizagem independente e flexível dos alunos.

De acordo com Keegan (apud Ferreira, 2000), os elementos centrais que caracterizam a EAD são: a) a separação do professor e aluno no espaço e/ou tempo; b) o controle do aprendizado realizado mais intensamente pelo aluno do que pelo instrutor distante; c) a comunicação entre alunos e professores mediada por documentos impressos ou por alguma forma de tecnologia.

Conforme Peti (apud Ferreira, 2000), a EAD deve ser compreendida como “uma prática educativa situada e mediatizada, uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar o conhecimento, o qual deve estar disponível a quem se dispuser a conhecê-lo, independentemente do lugar, do tempo e das engessadas estruturas formais de ensino”. Sem dúvida, é uma alternativa pedagógica de que hoje dispõem o educador e as instituições de extensão comunitária.

De acordo com Keegan (apud Ferreira, 2000), a fragilidade das bases teóricas da EAD é vista como conseqüência do esforço prático em implantar projetos calcados na lógica da instituição de ensino. Com isso, discute-se sobre a produção do material, sua distribuição, o meio mais adequado, o significado da avaliação dos alunos, além de juntar muita informação sobre os alunos e suas experiências em EAD, perdendo-se a oportunidade de debates aprofundados sobre as bases teóricas que sustentam a EAD. Segundo Keegan, as contribuições dos estudiosos no campo teórico da EAD são:

a)  Teoria da Autonomia e da Independência: possui quatro fatores básicos - autonomia, distância, estrutura e diálogo;

b)  Teoria da Industrialização: a assimilação de pressupostos da era industrial por parte da estrutura da educação à distância;

c)  Teoria da Interação e da Comunicação: tem como eixo central da EAD um método de conversação didática guiada, orientada para a aprendizagem.

Alguns autores (ARETIO, 1994; LANDIM, 1997; GUTIERREZ & PRIETO, 1994) propõem que só se pode dar racionalidade científica à EAD se forem conhecidas respostas para as perguntas: Que é EAD? Por que é e como é? Como se deve fazer? Que fazer? Para que fazer o que se faz? Outros autores ainda definem a EAD como a modalidade de ensino-aprendizagem indicada para reduzir as distâncias e os isolamentos geográficos, psicossociológicos e culturais, mostrando um novo viés. Eles completam que as principais vantagens na modalidade de EAD seriam:

a)  massividade espacial;

b) menor custo por estudante;

c)  população escolar diversificada;

d)  individualização da aprendizagem;

e)  quantidade sem diminuição da qualidade;

f)   autodisciplina de estudo.

Das vantagens listadas é possível inferir que a EAD democratiza o acesso à educação, atendendo a alunos dispersos geograficamente e residentes em locais onde não haja instituições convencionais de ensino. Exige menor quantidade de recursos financeiros; propicia uma aprendizagem autônoma e ligada à experiência dos alunos, que não precisam se afastar do seu local de residência; promove um ensino inovador e de qualidade, garantindo o acompanhamento dos tutores para tirar dúvidas, incentivar e avaliar os alunos; incentiva a educação permanente de idosos, permitindo a atualização e o aperfeiçoamento daqueles que querem aprender mais; permite que o aluno seja realmente ativo, responsável pela sua aprendizagem e, principalmente, aprenda a aprender.

Os mesmos pesquisadores informam sobre os possíveis riscos na adoção dessa modalidade educacional, entre os quais se podem destacar:

a)  ensino industrializado;

b)  ensino consumista;

c)  ensino institucionalizado;

d)  ensino autoritário;

e)  ensino massificante.

Além de romper o paradigma da tutela do professor, gerando insegurança no aprendiz, a EAD exige equipes especializadas na preparação, confecção e distribuição de material e o uso de uma nova linguagem na relação professor/aluno, agora mediada pelo material distribuído. Contudo, tais efeitos devem ser minimizados através do planejamento detalhado e calcado na realidade do aprendiz (FERREIRA, 2000).

A ação educacional compreende intenções mais ou menos claras sobre o destino que se quer dar ao ser humano, porém nem as escolas, interlocutores tradicionais das questões educacionais, estão inclinadas a atender às novas exigências para a gestão educacional justa com todas as idades (BOTH, 2001). O ser humano é um ser em construção; assim também é sua velhice. A cada dia estamos construindo nossa velhice e as aprendizagens são determinantes para uma melhoria da qualidade de vida nesta etapa da vida. Educar para a velhice significa percorrer caminhos desconhecidos, promovendo entendimentos e perspectivas sociais e existenciais. Dessa forma, o ambiente de EAD parece uma proposta com potencial de mediação para um envelhecer saudável, pela introdução de novos costumes.

Ao se observar o abandono a que são submetidos os mais velhos e o descaso das políticas públicas para com os mesmos, vislumbra-se um quadro de sofrimento que, em muito, advém da falta de informação e de conhecimentos que resultem em aprendizagem acerca do viver e ser saudável na velhice. Assim, o ambiente de EAD para a educação permanente, com foco centrado na educação para a saúde, constitui-se numa possibilidade de promoção da qualidade de vida na velhice (CHAIMOWICZ, 1998; GONÇALVES, 1998; KALACHE, 1996; SILVESTRE, 1996).

Metodologia

A metodologia empregada no desenvolvimento da proposta será dividida em cinco fases:

a)  Elaboração do modelo conceitual para o ambiente de ensino aprendizagem na Web para as pessoas da TI;

b)  Modelagem e implementação do ambiente;

c)  Levantamento dos dados da qualidade de vida e das interações dos sujeitos da TI;

d)  Análise estatística dos dados;

e)  Discussões dos resultados.

Local do estudo

A pesquisa será desenvolvida, de uma forma on-line, com pessoas da TI que estiverem matriculadas em programas de educação permanente promovidos por centros de extensão de universidades brasileiras.

Questionários de coleta de dados

Serão utilizados dois questionários: o primeiro, constituído de questões nortedoras, visa detectar as necessidades de aprendizagem acerca de problemas de saúde comuns na velhice, manifestados pelas pessoas da TI que irão utilizar o ambiente de EAD; o segundo é baseado no instrumento de medida da qualidade de vida da OMS, a qual desenvolveu até o momento dois instrumentos gerais de Qualidade de Vida: o WHOQOL-100 e o WHOQOL-BREF. Esses instrumentos diferenciam-se dos demais por se basearem no pressuposto de que qualidade de vida é um construto subjetivo (percepção do indivíduo em questão), multidimensional e composto por dimensões positivas (por exemplo, mobilidade) e negativas (por exemplo, dor) (OMS, 1998).

Tratamento dos dados

A análise dos dados seguirá a metodologia da OMS. A análise entre os domínios será realizada com o auxílio dos softwares Excel, SPSS e CSPro.

Com relação às questões norteadoras, os dados serão analisados qualitativamente, visando obter a descrição significativa do conteúdo sistemático e objetivo, permitindo a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção das mensagens. Na busca para atingir o significado manifesto, utilizar-se-á a análise temática proposta por Minayo (MINAYO, 1996).

Questões éticas

O estudo, em observância às diretrizes da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde (CNS, 1996), atenderá aos seguintes aspectos éticos:

a)  Consentimento dos sujeitos: através de termo de consentimento livre e esclarecido, os sujeitos autorizarão sua participação voluntária na pesquisa, assegurando-se o direito de retirarem o consentimento em qualquer fase da pesquisa, sem nenhuma penalização ou prejuízo ao seu cuidado.

b)  Sigilo e anonimato: os sujeitos terão assegurada sua privacidade quanto aos dados confidenciais da pesquisa.

c)  Benefícios: se os resultados da pesquisa puderem contribuir para a melhoria das condições de saúde da população, serão comunicados aos sujeitos e às autoridades sanitárias, preservando-se a imagem e a auto-estima dos sujeitos da pesquisa.

d)  Propriedade intelectual dos dados de divulgação dos resultados: o termo de consentimento livre e esclarecido resguardará aos autores da pesquisa a propriedade intelectual dos dados e a divulgação pública dos resultados.

Difusão do conhecimento gerado

Serão promovidas discussões na forma de seminários com pesquisadores de áreas correlacionadas sobre os resultados obtidos, para uma avaliação externa dos métodos empregados. Ao término da tese, os resultados serão submetidos, no mínimo, a dois congressos nacionais e um congresso internacional, nas áreas de informática e geriatria/gerontologia.

Referências

ARETIO, L. G. Educación a distancia hoy. Madrid: UNED, 1994.

BOTH, A. Educação gerontológica: posições e proposições. Erechim: São Cristóvão, 2001.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases. 1996. Disponível em: <http://www.mec.gov.br/legis/pdf/ LDB.pdf>. Acesso em: 24 fev. 2003.

CHAIMOWICZ, F. Os idosos brasileiros no século XXI – Demografia, saúde, sociedade. Belo Horizonte: Postgraduate, 1998.

CNS: Conselho Nacional de Saúde - Ministério da Saúde. Resolução Nº 196, de 10 de outubro de 1996. 1996. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br/conselho/resol96/res19696.htm>. Acesso em: 24 fev. 2003.

FERREIRA, R. A internet como ambiente da educação à distância na formação continuada de professores. 2000. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa Integrado de Pós-Graduação do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2000.

GONÇALVES, L. H. T. A autonomia e independência no desempenho das atividades da vida diária de pessoas idosas hospitalizadas com multipatologias crônicas. Trabalho submetido à Banca de Concurso Público para Docente na UFSC, Florianópolis, 1998.

GUTIÉRREZ, F.; PRIETO, D. A mediação pedagógica não a educação a distância alternativa. Campinas: Papirus, 1994.

KALACHE, A. Envelhecimento no contexto internacional: a perspectiva da Organização Mundial da Saúde. In: I SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE ENVELHECIMENTO POPULACIONAL, 1996, Brasília. Anais... Brasília: MPAS, 1996.

LANDIM, Cláudia Maria das Mercês Paes Ferreira. Educação à distância: algumas considerações. Rio de Janeiro: Cláudia Maria das Mercês Paes Ferreira Landim, 1997.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento. São Paulo: Hucitec, 1996.

OMS: Organização Mundial da Saúde - Divisão de Saúde Mental Grupo Whoqol. Versão em Português dos instrumentos de avaliação de qualidade de vida. Genebra, 1998. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/psiq/whoqol84.html>. Acesso em: 23 out. 2001.

RODRIGUES, N. C. conversando com Nara Costa Rodrigues sobre gerontologia Social. 2.ed. Passo Fundo: UPF, 2000. 179p.

SILVESTRE, J. A. et al. O envelhecimento populacional brasileiro e o setor saúde. Arquivos de Geriatria e Gerontologia. São Paulo, v. 0, n.1, p. 81-89, set. 1996.